"NÃO JULGUEIS PARA QUE NÃO SEJAIS JULGADO"*
Já nos perguntamos, alguma vez, quantas vezes nos colocamos como juízes das atitudes ou opiniões das pessoas que nos cercam, tomando-nos por senhores da razão e chegando a condenar nelas aquilo que, a nosso ver, são falhas, sem considerar os motivos e razões que as movem? O pior ocorre quando, não satisfeitos com a falsa condição de juízes a que nos auto elevamos, passamos a realçar e a relatar as falhas e os defeitos alheios, como se, ao enfatizá-los, estivéssemos valorizando as nossas próprias virtudes. Agindo assim, por pura invigilância, não percebemos o mal que causamos a nós mesmos, pois dificultamos a prática de noções elementares para um convívio salutar — no ambiente familiar ou fora dele — e, em consequência, facilitamos o surgimento de conflitos. Nesse ponto, perdem-se as noções de caridade, perdão e tolerância para com o semelhante; esvai-se a humildade quando nos julgamos em suposta superioridade; d...