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MEDITANDO A NATUREZA HUMANA

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  MEDITANDO A NATUREZA HUMANA Júlio Pereira A priori, faz-se necessário refletirmos sobre esta máxima de Robert Mugabe “Só os pobres são possuídos de demônios. Você nunca verá um rico rolando no chão de uma igreja” ela    faz parte de uma reflexão profunda e de um despertar da consciência, do acordar, da retirada do véu da ignorância, das correntes imaginárias que atormentam o ser humano, o simples ato de acreditar sem questionar, sem refletir. Esta frase nos remete a fazermos uma pausa, a um despertar da consciência e da compreensão do que está por trás dos bastidores, deste teatro que manipula, aliena e escraviza o ser humano diante da sua fé.              Ao refletirmos sobre as estruturas de poder, da ideia de preceitos de moralidade construída pelos grupos dominantes e a forma como a doutrina da fé é manipulada nos leva a um cenário de reflexão e de um mal-estar psicológico frente aos preceitos reais e esc...

Maçonaria X Espiritismo, para Aprendizes, Companheiros e Mestres (Incorre em culpa a pessoa que estuda os defeitos alheios?)

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  I ncorre em culpa a pessoa que estuda os defeitos alheios?   Resp.: “Se for para os criticar e divulgar, incorrerá em grande culpa, porque será faltar com a caridade. Mas, se o fizer para daí tirar algum proveito, para evitá-los, tal estudo poderá ter alguma utilidade. Não se deve esquecer, porém, de que a indulgência para com os defeitos alheios é uma das virtudes que fazem parte da caridade. Antes de censurardes as imperfeições dos outros, vede se não poderão dizer o mesmo a vosso respeito. Tratai, pois, de possuir as qualidades opostas aos defeitos que criticais nos semelhantes; esse é o meio de vos tornardes superiores a eles. Se os censurais por serem avarentos, sede generosos; por serem orgulhosos, sedes humildes e modestos; por serem duros, sede brandos; por agirem com mesquinhez, sede grande em todas as vossas ações. Em suma, procedei de forma a que não vos possam ser aplicadas estas palavras de jesus: Vedes o orgulho no olho do vizinho e não enxergais uma trave n...

A AMPULHETA MAÇÔNICA

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    A ampulheta é um instrumento usado para medir o tempo, que se encontra na Câmara justamente para provocar reflexões.  Assim como a régua, o esquadro e o compasso, devemos entender a importância de termos em mãos este instrumento. Ao manuseá-lo materializamos o passar do tempo e a efemeridade das picuinhas materiais.  Não podemos acreditar que a vida é efêmera. A mediocridade do viver é que torna-a passageira. A visão simplista da ampulheta com a areia escorrendo como contagem do tempo nos impede de ver que a parte de baixo está se completando. A mensagem da Ampulheta Maçônica está na consciência das leis naturais e imutáveis. A gravidade, que puxa a areia para baixo, encontra resistência no pequeno orifício entre os dois recipientes. Assim como o homem pode alargar este orifício através de maus hábitos mentais e físicos, pode também aumentar o volume de areia na parte superior pela retidão do espírito.  Não há ampulheta tão grande que possa represe...

SINDICÂNCIA: - SERIA SEPARAR O JOIO DO TRIGO?

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  O caso ocorreu quando uma importante rotina de uma das atividades maçônicas, ou seja, uma sindicância foi mal executada. Sindicância quer dizer: conjunto de ações por meio das quais se colhe e realiza atos de informações, inquirições, análises e investigações para o cumprimento dos dispositivos internos legais, objetivando confirmar tirar conclusões e provar informações prestadas por profanos cujos nomes estão sendo sugeridos para a Instituição Maçônica. Eis o causo: A Loja se compunha de apenas 17 irmãos sendo 14 regulares. O Venerável Mestre ressaltava constantemente a necessidade de procurar novos candidatos pois uma loja precisa de “sangue novo” para não envelhecer. Assim foi feito. Diversos Irmãos apresentaram nomes. Imediatamente me lembrei de um jovem Professor CEO de uma  startup , muito preparado. É responsável por organizar e articular os funcionários e os departamentos, sempre atento ao planejamento estratégico da empresa. Sempre que nos encontrávamos não perdia a...

TODO MAÇON DEVE SER UM PRÓCER

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  Sérgio Quirino é um respeitado intelectual maçônico que foi eleito e empossado  Grão-Mestre da GLMMG 2021/2024 A fim de contextualizar, lembro que Prócer era o título dado aos governadores de províncias durante o Império Otomano, que nos séculos 15 e 16, abrangia uma porção do Oriente Médio, norte da África chegando a conquistar parte do Leste Europeu. O Império Otomano possuía imenso poderio militar e extensa riqueza cultural e religiosa. A religião oficial era o Islamismo, mas respeitavam a cultura cristã e recebiam em seus territórios os judeus perseguidos pelos cristãos. A autoridade maior era o Sultão. Para administrar seu imenso império, ele delegava parte de sua representatividade aos Próceres. Naturalmente, associamos o termo a “Governador”, “Chefe de Governo”. Mas, de fato, não se trata de chefiar. O único “Chefe” era o Sultão. O Prócer era escolhido entre os cidadãos cujo comportamento era inspirador, capaz de agregar outras pessoas em prol de uma ideia ou açã...

A NEGAÇÃO DA IRMANDADE E DA SOLIDARIEDADE

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  A NEGAÇÃO DA IRMANDADE E DA SOLIDARIEDADE A NEGAÇÃO DA IRMANDADE E DA SOLIDARIEDADE Jorge Luiz M Muniz   É profundamente decepcionante testemunhar a postura de indivíduos que, sob o disfarce de amizade, de irmãos e solidariedade, agem de forma contraditória e egoísta. É lamentável perceber como algumas pessoas podem se comportar de maneira tão insensível e desonesta, especialmente quando se trata de questões financeiras.   A atitude de oferecer um favor ou empréstimo a alguém em um momento de necessidade, apenas para depois agir de maneira oportunista ao cobrar o valor emprestado com urgência, é uma traição à confiança e ao vínculo que supostamente existe entre amigos, companheiros e irmãos.   É fundamental entender que a verdadeira amizade e companheirismo se manifestam nos momentos difíceis, quando estendemos a mão ao próximo sem esperar algo em troca além do bem-estar. Utilizar a generosidade como uma moeda de troca, cobrando juros emocionais ou financeiros, é u...

"NÃO JULGUEIS PARA QUE NÃO SEJAIS JULGADO"*

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                     Já nos perguntamos, alguma vez, quantas vezes nos colocamos como juízes das atitudes ou opiniões das pessoas que nos cercam, tomando-nos por senhores da razão e chegando a condenar nelas aquilo que, a nosso ver, são falhas, sem considerar os motivos e razões que as movem? O pior ocorre quando, não satisfeitos com a falsa condição de juízes a que nos auto elevamos, passamos a realçar e a relatar as falhas e os defeitos alheios, como se, ao enfatizá-los, estivéssemos valorizando as nossas próprias virtudes. Agindo assim, por pura invigilância, não percebemos o mal que causamos a nós mesmos, pois dificultamos a prática de noções elementares para um convívio salutar — no ambiente familiar ou fora dele — e, em consequência, facilitamos o surgimento de conflitos. Nesse ponto, perdem-se as noções de caridade, perdão e tolerância para com o semelhante; esvai-se a humildade quando nos julgamos em suposta superioridade; d...